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Este Projeto se propõe a levar alegria e entretenimento para pessoas carentes em hospitais, asilos e presídios. Realiza apresentações artísticas levando dança, música e esquetes teatrais para pessoas que por motivos variados estão presas numa cama, num quarto, numa cadeira de rodas, ou numa instituição. Assim, a arte é levada até elas, mostrando, desta maneira, que elas não estão esquecidas e auxiliando a resgatar a sua auto-estima.

Histórico do Projeto

As primeiras ações iniciaram de uma forma despretensiosa em maio de 2002 quando um grupo formado basicamente por de alunas de jazz, resolveu disponibilizar seu tempo e seu talento para levar um pouco de atenção e carinho às crianças do Setor de Oncologia Pediátrica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. A partir daí vieram convites para ir a outros hospitais.

Entretanto, a falta de recursos dificultava a continuidade das apresentações. Por isso, o grupo sentiu que para ter uma atividade artística com qualidade e freqüência necessária para ter um impacto social deveria se estruturar e buscar apoio. Foi criado, então o Projeto Arte e Solidariedade.

Em 2004, o Projeto foi apoiado financeiramente pelo Sonae Distribuição e assim, o grupo se fortaleceu e cresceu. Participam do Projeto mais de 20 pessoas entre bailarinos, atores, músicos e declamadores além dos professores e dos que apóiam nos bastidores. Foram realizadas no ano de 2004, apresentações na Escola Kinder, no Lar Santo Antônio dos Excepcionais, no Hospital Psiquiátrico São Pedro, no Hospital Sanatório Partenon, no Asilo Padre Cacique e no Instituto Psiquiátrico Forense e uma Oficina de Bio-dança, na Escola Neuza Brizola do Loteamento Cavalhada, beneficiando mais de 500 pessoas.

Em 2005, o Projeto seguiu com o apoio financeiro da Sonae Distribuição, ampliou a sua abrangência em 30% e passou a se apresentar também em Presídios como o Madre Peletier e o Patronato Lima Drumond e fez parceria com o Instituto do Câncer Infantil. Em conjunto com a ONG Casa da Sopa, foi realizado um show para 80 crianças da Vila restinga, no Teatro da Câmara de Vereadores de Porto Alegre. Essa apresentação teve a participação especial do Coral dos Sonhos , formado por crianças carentes da Restinga. O Coral do Sistema Fiergs também participou das apresentações sempre que possível.

Em 2005, novos apoiadores se agregaram ao grupo: a Academia Esporte Brasil que cedeu o espaço para ensaios e o Senai Moda e Design e RS Moda do Sistema Fiergs, que colaboraram na confecção do figurino.

Em 2006, o Projeto com o apoio financeiro do Grupo Gerdau prossegue e qualifica suas Atividades.

Depoimento de Angela Escosteguy, Coordenadora Geral do Projeto, no Relatório de 2004.

Coordenar este projeto tem sido uma grande responsabilidade e uma grande alegria. É um desafio mergulhar em novas propostas para responder a questões contemporâneas. É também um passo, singelo, no exercício da cidadania, da generosidade e da compaixão.

Também é muito gratificante e especial ver a arte ocupando um lugar socializante e de braços dados com a responsabilidade social. Comprovou-se mais uma vez o grande potencial das artes para auxiliar grupos especiais de pessoas. Encontramos outros lugares possíveis para a dança, para o teatro, para a música, para a poesia. Corpos dançando para distrair, para alegrar aqueles que estão presos em espaços reduzidos, em instituições, em cadeiras de rodas, em quartos, em camas. Tudo isso foi lindo, as vezes muito emocionante.

Tivemos o apoio decisivo de empresas éticas. Feliz o dia que todas os empresários ouvirem a voz que vem do coração. Não adianta ter sucesso na vida se não participarmos de processos de relação amorosa e compassiva. Ações positivas produzem felicidade, preservam a saúde e prolongam a vida.

Através de uma apresentação artística, levamos uma energia de conexão com a vida, com a vontade de viver. Assim, demonstramos nosso carinho e damos nossa contribuição, sabendo que pelo menos naquele momento, naquele lugar do mundo, a vida está melhor para um grupo de pessoas fragilizadas e carentes.

Os resultados estão sendo comprovados por pesquisas. Especialistas que trabalham com humanização são unânimes em afirmar que a mudança do ambiente traz vantagens como a redução do tempo de internação, aumento do bem-estar geral dos pacientes e funcionários e a diminuição das faltas de trabalho na equipe de saúde.

O benefício também abrange os que o promovem. Passamos diversão e alegria para aqueles que estão em situação difícil. O especial de tudo isso é que a alegria é contagiosa. Participar desse Projeto tem sido muito gratificante, muito prazeroso e nos produz um grande conforto interior.

Agradecemos profundamente a todos que de alguma forma colaboraram com o êxito do Projeto Arte e Solidariedade.

Arte e Solidariedade

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